"O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
Ardor que deveras sente
E os que leêm o que escreve,
na dor lida sente bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração."
[Fernando Pessoa]
domingo, 20 de abril de 2008
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