" - Eu posso passar por baixo? - disse para o cobrador, apontando para a roleta com um movimento de cabeça.
- Não, sinto muito.
- Mas ô tio, tem um outro cara aiq ue sempre deixa meus amigos passarem por baixo. Olhei para a janela, o ônibus tinha começado a se mover e já tinha andado quase uma quadrea desde o poonto onde o peguei.
- Não dá, guri! Eu não vou arriscar meu emprego porque um piá que nem tu não quer trabalhar pra conseguir ganhar um dinheiro pra pagar a passagem! - o cobrador gritou [um rápido olhar pela janela, hmm, duas quadras andadas] puxando a cordinha para o ônibus parar na próxima parada, simbolizando que eu teria que descer à força.
- Aha, que merda mesmo - falei, saindo do ônibus que guinchava no meu grotesco freio e forçando uma expressão triste que simplesmente não estava lá. Olhei a rua. Hmm, ainda na Avenida protássio, mas pelo menos uma parada mais adiante. o próximo ônibus vai demorar pouco e mais sete dessas eu chego lá."
[Antônio Xerxenesky]
domingo, 20 de abril de 2008
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