Loucura.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Metalinguística


Caros amigos, para o infortúnio geral, eu não abandonei o blog.
Acho que esse é mais que o momento apropriado para dizer-vos que jamais pensei em abandona-lo, e nem diria que estou "ocupada demais" para atualizar - o que é um grande mentira.
Eu sumo do blog de tempos em tempos pelo motivo que explicarei com detalhes hoje. Esse é resumidamente INDIGNAÇÃO.
Nos últimos tempos participei dos blogs itdoesnotmakesensetome e esse aqui, sendo poucas as vezes que postei, pois, no passado eu realmente não tinha tempo sobrando e (apresentação da tese) acho que blogs servem para que algo que deve ser dito seja dito.

O que significa isso, amiguinhos?
Do que adianta eu vir aqui e falar para todos vocês sobre minha rede de contatos, brigas familiares, conquistas pessoais e desgraças? Eu venho aqui, esporadicamente - exatamente porque só esporadicamente eu tenho algo significativo para dizer-vos - e digo algo que talvez também seja importante para as outras pessoas, além de mim.
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Amigos, saibam que isso é uma crítica direta a milhares de colegas, 'amigos' do orkut e enfim, todas as férias há uma febre de blogs novos de non-talent people. É uma crítica, mas não uma crítica generalizada, e além disso, saibam que ter um blog e falar asneira nele é problema seu. Eu só acho uma merda e fico feliz de poder expressar no meu blog de falar asneiras!
Alias, conheço várias pessoas com blogs ótimos, pessoas que acreditam que podem dizer alguma coisa importante e têm razão. Bons exemplos são mostardacrua, poesiacomfarofa, esporteévida, pensamentosconfusos, futebolmusicaetc.

Pois entro num dilema. Qual o problema principal daqueles desafortunados que criam blogs e mais blogs e não têm nada a dizer? É não ter nada a dizer ou não saber dizer?
Uma coisa que amantes do cinema, como eu, costumam dizer é: "O que importa não é a história, e sim como ela é contada..."
Isso se aplica na vida blogspotista. Se a sua vida for uma merda e você conseguir fazer ela parecer legal enquanto escreve sobre ela, ótimo, share with us.
As pessoas têm, acima de tudo, saber escrever, ter coesão. Claro que a gente sempre faz uma besteirinha, não revisa, esquece acentos, vírgulas e tal, mas sair escrevendo do jeito que vem na cabeça não pode. Sério, sejam melhores blogueiros da próxima vez. E nunca se esqueçam que caso não haja nada pra ser dito, não digam! Não tenham um blog que será abandonado em dois meses.

Ou seja, quem não sabe escrever must migrar pro twitter.


Música da semana: I don't care if monday's blue. Tuesday is gray anda wednesday too.

PS.: Estou chateada com a copa do Mundo. Espanha Copará e enfim, isso me chateia.

beijos.

terça-feira, 2 de março de 2010

Salmo 50:15


Até que dessa vez eu não me demorei tanto pra attack again. Já desisti de falar sobre minha pacata vida nesse blog porque, de que adianta falar como as coisas estão a cada 6 meses e então tudo muda completamente 6 meses depois, e assim eternamente.

Esse post, certamente, é mais um sensacionalismo barato que martela na minha cabeça e como esse é um país livre (ou não) e essa é uma internet mais livre ainda eu vim falar mal da igreja. Antes disso gostaria de sobressaltar uma coisa engraçada que percebo sobre mim. Eu costumo, surpreendentemente respeitar a religião alheia, vindo de mim isso deveria ser espantoso, e é. Eu, na verdade, gostaria de ter uma religião mas não sei o que ocorreu comigo que desde o primeiro momento que me disseram a palavra 'ciência' eu respondi "Tem Razão! Só Pode ser isso!" e desde então todas as religiões e crenças similares parecem demasiadamente superficiais.

Pois bem, nos últimos 7 anos da minha vida eu frequentei o bairro de São Cristóvão e o Colégio Pedro II, isso significa horas e horas e centenas de horas de ônibus pra lá e pra cá. E nesse agradável trajeto diário pelo subúrbio carioca eu percebi algumas coisas que jamais mudarão minha vida. Poderia citar umas ruas paralelas em Del Castilho que estranhamente tem nomes de pintores famosos; a misteriosa quantia de 2 milhões gastas e explicitas pela prefeitura com a fachada dos apartamentos de Oswaldo Cruz, e os 230 e poucos milhões das obras do PAC do Jacarezinho. Além disso, uma coisa intrigante me deixa pra morrer as vezes.
Observem, amigos:

"E invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás."

Pois é, essa bela citação da nossa poderosíssima bíblia sagrada esta escrita com letras de aço inox nas milagrosas paredes da fabulosa Igreja Universal Do Reino de Deus na Av. Suburbana.
Nas oitocentas primeiras vezes que eu passei em frente a faraônica Catedral 'da fé' eu passei os olhos pelo fragmento de salmo sem prestar atenção nele; algum dia, sem querer, prestei atenção e confesso que tentei entender a frase. E passei alguns dias relendo e tentando entender melhor até que eu percebi que o que eu tinha entendido provavelmente era o significado real.

Desprezando o sentido geral do salmo, já que a frase está escrita sozinha em letras garrafais numa das avenidas mais movimentadas do Rio de Janeiro, e também desprezando a resistência do ar, eu concluí:

"Invoca-me no Dia de Angústia"
Ou seja, quando você estiver passando por uma fase ruim, tndo algum problema na sua vida, precisando de um 'ombro amigo', me chame.

"Eu te livrarei"
Eu vou ser legal com você e tudo terminará bem,

"E Tu me Glorificarás"
Como eu vou te ajudar com seus problemas, você vai ficar muito feliz e vai me admirar por isso, resumidamente, vai pagar pau pra mim.


QUE PORRA É ESSA?
Eu pensava que o pensamento era "fazer o bem sem saber a quem".
E a merda da Igreja Universal escreve isso na parede?

Pensem nisso, fik dik.

Música da semana: Ladies and Gentlemen - Kasabian

domingo, 3 de janeiro de 2010

She's lost control again.



Retratos da Hiperatividade
Eu olhei no relógio e puta merda, é 2010.
Essa década de 00 (década de zero, tipo década de quarenta ou setenta) foi a primeira em que eu foi gente o suficiente para me lembrar e lá se foi ela, isso significa que eu envelheci. Isso também significa que a tecnologia evoluiu e que as tendências musicais, cinematográficas de arquitetura e de vestuário mudaram. Not a big deal.

Mas o que significa de verdade estar numa nova década?
Engraçado que pelo que nós vemos nas mídias, existe isso isso e aquilo dos anos 30, sei lá o que nos anos 40 e aquilo outro nos anos 50; e agora que passamos dos anos oo pros anos 10 parece que nada mudou de verdade. São nomes e títulos que nós precisamos dar no futuro para separar coisas que não eram separadas de verdade.
Outra coisa que sempre me é dúvida: Será que na fase do Modernismo os modernistas se auto-entitulavam modernistas?
Ou melhor, o que somos agora?
Minha amiga Laís Franco disse outro dia que somos modernistas porque dizemos o que nós queremos, sem métrica, sem tema, sem linearidade. Mas me pergunto, como eu, Clarice Lispector e Carlos Drummond de Andrade somos modernistas?
Não há jeito sensato de que isso seja verdade. Primeiro porque eu sou uma merda, segundo que a Clarice (explosão) Lispector é alguém que brinca com a linguagem pra ver até onde ela te influencia; e o Drummond, é um grande visionário da literatura que só e simplesmente tentava entender o que se passava com o mundo na própria mente dele.

Concluo: Primeira coisa, Clarice Lispector e Drummond sao dois exemplos obvios pra minha indignação pela literatura, porque existe o modernismo? Foda-se se o que eles dizem é bonito ou não, eu tamb´pem sei sentir e mesmo que não expresse "tão bem quanto eles" que eu eu sinto, eles não são melhores por isso.
Segunda coisa: Porque eu tenho que ser modernista, assim como, porque nós temos que desempenhar papéis sociais que são ditados pela matrix enquanto eu nem posso fazer nada por nem ter ao menos nascido quando inventaram essa merda de sociedade???

Agora na nova década os títulos vão continuar, só que com novidades.
Um troço que me deixa confusa e ao mesmo tempo me irrita é essa moda. Esse ano foi o ano das sandálias de plástico [imitação de melissa], o genial é que era MODA usar uma IMITAÇÃO. A parte irritante era que todas as mulheres usavam, e as partes confusas são: porque todo mundo resolveu andar que nem umas vacas hindus todas igualzinhas e comé que alguém no mundo acha aquilo bonito?
Outra coisa que me irrita são as camisas femininas. Durante uma novela há anos atrás surgiu uma bata (blusa solta), que eu nunca tinha visto ou ouvido falar. Aí depois essa bata foi evoluindo e bata hoje é uma blusona toda soltona; ok, daí começaram a aparecer blusas estranhas, assimétricas e feias que eu nunca tinha visto antes! EU SOU DO TEMPO DA T-SHIRT e agora, poucos meses atrás, descobri que regata virou ribana e regata agora é camisa sem manga.


Em 1999 eu tinha um walk-man, e em 2005 um mp3 de 256MB, hoje eu tenho um celular que toca musica e tira fotos, um notebook, um mp4 e 4 pen drives (eu estudei informática, me perdoem por isso) . E sabe o que aconteceu? Fui passar o feriado de ano novo num sítio com a família. Celular nem internet funcionam, só pude ouvir uma música e assistir uns filmes no notebook e, adivinhem só, não me fez falta.
Metade dos meus amigos nunca subiram em árvore ou comeram jabuticaba na infância. Eu sou cosmopolita, não me entendo, odeio capitalismo, amo Burger King, Av. Rio Branco, e todas essas blusas horrorosas que eu reclamei no parágrafo acima. Eu sou uma hipócrita que reclama do sistema, mas abaixa a cabeça e digo "sim, senhor" - eu concordo que o blog tá bastante sensacionalista - mas eu na verdade busco o auto-conhecimento acima de tudo e cada vez mais fico confusa. E a merda é que um psicólogo não vai entender merda nenhuma da minha confusão.
Eu sobrevivo ao fim do mundo, tenho certeza disso. Eu sinceramente não acredito que presenciarei o fim do mundo, mas caso isso aconteça eu serei uma das pessoas que fugirão com sucesso pra floresta e conseguirão sobreviver.
Porque na crise do auto-conhecimento eu percebo que no fim, eu sou uma cosmopolita que morreria de tédio na praia paradisíaca mais bonita do mundo sendo que eu sou capaz de sobreviver, é uma qualidade que eu tenho. Ainda mais no fim do mundo, eu sou cosmopolita por isso, eu quero AÇÃO. No campo eu não tenho ação - tampouco na praia paradisíaca, no fim do mundo eu TENHO ação.

Eu sei que esse post não faz o menor sentido pra nenhuma das pessoas que for lê-lo, mas é assim, mais ou menos, que funciona a cabeça de uma pessoa hiperativa. Se algum médico de cabeça tiver a oportunidade de ver essa merda, parabéns, te dei uma material de pesquisa grátis. Enjoy.

Joy division é foda.

sábado, 28 de novembro de 2009

Monóxido de di-hidrogênio




Eu concordo que chega a ser muita cara de pau de minha parte desaparecer por 400 anos e depois voltar, postando coisas idiotas sobre minha vida frígida de classe-média calorenta como se nada tivesse acontecido. Eu sumi mesmo, e tenho bons argumentos para tal: Vestibular, ônibus, projetos finais, 2 estágios, e sempre, informática. Não me adentrarei em assuntos técnicos e desinteressastes, que nos deixarão com mais calor ainda.

Como sabemos, eu sou uma pessoa das línguas, das geografias e das astronomias, e um pouco das artes. Hoje estou aqui pra falar de astronomias e sociedade, pois apesar de sempre me demorar nesses temas, poucas vezes escrevo sobre eles.

Dia desses, vendo televisão, descobri que a NASA descobriu vestígios de água no lado de lá da Lua. Uau! Parece que após a colisão de um foguete que orbitava por ali, devido ao impacto, foi identificado um bloco de 90 litros de água congelada.
Esse tipo de notícia realmente deixa a gente feliz, poxa vida, já sabiamos que existe (muito) gelo na Europa (não a Europa continente, e sim a Europa satélite) e agora, a descoberta de água na Lua!

E o mais impressionante disso é que a nossa água, do Planeta Terra, está acabando; engraçado, né?!
Não, não é engraçado.
Sabe o que eu fico imaginando a partir disso? Se a NASA descobre que existe água na Lua e - nós, leigos, sabem que a NASA sabe de milhares de coisas e esconde da humanidade - conta pra todo mundo significa que alguma coisa está por trás disso. Foi então que ocorreu a tão dita epifania! Se a NASA descobre uma coisa e conta pra todo mundo, significa que ela quer que todo mundo saiba, além disso, obviamente, vai procurar informações mais aprofundadas sobre o assunto e divulgar novamente.

Agora, você que está lendo o texto deve tentar absorver o que eu estou tentando dizer a partir de uma reflexão simples. O que a mídia quer dizer com isso? O que a mídia quer transmitir quando ela divulga, em TV aberta, horário nobre e jornal popular que foi descoberta água na Lua enquanto a água da Terra está acabando?
Sim, é isso mesmo. Eles estão colocando na SUA cabeça que o fim da estocamento de água terrestre não seria um problema tão grave enquanto há água na Lua.

DEUS DO CÉU!

Sim, é possível. Nem é preciso conhecimentos profundos em engenharia para elaborar o encanamento poderoso que trará água do lado de lá da Lua até, É CLARO, Os Estados Unidos. Se calcularmos de forma razoavelmente exata a distância, o vácuo e a não-gravidade do meio do caminho, concluímos que com cerca de 3 quadrilhões de American Dollars WE CAN pegar águinha da Lua e trazer para abastecer a SUA caixa d'agua.

Daqui a 5 anos, discutiremos Europa.

Podem me chamar de porca sensacionalista.




sexta-feira, 27 de março de 2009

"Well you know, we all want to change the world..."


Pois começando oficialmente o ano de 2009 - depois do ano novo, das férias de verão em janeiro e do Carnaval, cá estou, sentada numa cadeira preta de feltro e sentindo esse vento gelado horroroso dos 4 'condicionadores de ar' da nova sala de informática do Colégio Pedro II, enquanto Flávio, meu professor gostoso e monotom de LP3, ou seja, linguagem de programação 3, ou seja, vb.net; às exatas 07:50 da manhã [cheguei aqui uma hora atrás] e sim, eu NÃO estou me sentindo bem, ok?!

E mais algumas coisas contribuem para a minha gelada manhã nãos er das melhores, um exemplo é o seguinte: o corredor B da escola está interditado porque está em obras, e a sala de informática que estou agora fica nele. Ok. tem um cocô, isso mesmo uma bosta enorme de cachorro aqui na porta da sala, agora me respondam - caso exista uma resposta viável - PORQUE?

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Nessa minha terceira semana de aula, que tenuamente começa a apertar-nos contra a parede em relação ao, como diria o professor novo de geografia "nirvana" do vestibular, realmente começo a enlouquecer diante de um mar de textos pra ler, exercicios pra pegar na xerox e apostilas enviadas por e-mail e aulas das 7 da manhã até às 18.

Surpreendentemente, alguma coisa, não sei ainda qual, não me deixa cair em depressão e tem me sustentado alegre e bem humorada; acho que finalmente consegui me reapaixonar pela vida, tenho visto essa loucura com outros olhos, aceitando-a melhor.

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E nesse ano - o mais decisivo que me apareceu até hoje e provavelmente o mais decisivo de todos - resolvi realmente declará uma revolução contra mim e a favor de mim! Abandonei alguns vícios e tomei algumas decisões que têm sido difíceis de cumprir, mas me favorecerão futuramente \o
Enfim, a vida tá ruim, mas tá vida, pior se não tivesse...



Música da semana: novamente, I am The Walrus - The Beatles.

Filme da semana: não vi filmes essa semana.


--> Oasis dia 09/05 *.*

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Balanço dos filmes do mês de janeiro de 2009.




Em janeiro foram vistos 26 filmes completos.

Sendo 17 americanos, (14 do USA, 2 mexicanos e um brasileiro) , 8 europeus, (4 Ingleses, 2 franceses, um italiano e um espanhol), e Slumdog Millionaire, que é indiano, mas talvez tenha sido produzido sei-lá-onde.

 

Dentre os 26 filmes vistos, 7 concorrem ao Oscar; 19 são bons e 7 são ruins.

Top 5 filmes do mês de janeiro:

5 Revolutionary Road

4 The Dutchess

3 Y Tua mamá también

2 In Bruge

1 The Visitor


A média de filmes vistos esse mês foi de ~0,8 filmes por dia.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

All the things that I've done.

      Tá vendo a gente pequenininho ali?

   Não sei mais sobre o que escrever nessa vida, tá tudo uma confusão na minha cabecinha, não só porque eu tenho dormido porcamente mal, mas tmb porque quando se está de férias e não se tem muito dinheiro pra sair todo dia, problemas em casa e falta total do que fazer você involuntariamente se volta para pensar, é, pensar.
   Você pensa cagando, tomando banho, comendo, lavando roupa, e até mesmo vendo TV e enquanto está na internet. Isso é insuportável de verdade, é tanto pensamento, tanta coisa desnecessária que vem na sua cabeça que acaba te preocupando com alguma coisa ou então te transformando em cúmplice de mais um problema.
   
   Minhas férias pensantes e completamente desocupadas me fazem apelar para 4 filmes por dia, passeios pelo bairro, visitas praticamente diárias às casas das minhas avós, idas ao supermercado entre outros divertimentos incomparáveis e insuperáveis.

   Minha meta de mês de janeiro, e fevereiro é ver todos os filmes do Oscar, coisa que nunca consigo fazer pela vergonhosa falta de interesse das salas nacionais em trazer os filmes novos, e depois da cerimônia escrever um post gigantesco da minha singela crítica. Até agora já assisti...hum...exatamente 10 dos ~30 que concorrem - sendo minha meta assistir pelo menos 20. Outra coisa que eu farei para com esse blog será ao fim de cada mês postar o balanço dos filmes que vi e essas coisas que ninguém tá afim de saber mas me deixam feliz :D
   
   Outra coisa que eu planejei essa manhã para as férias é comprar um caderno ou uma coisa legal que possa ser onde catalogarei minhas fichas de todos os CDs que eu tenho, bom,é melhor que ficar na internet a toa o dia inteiro, eu acho...


Filme da semana: In Bruges
Musica da semana: nenhuma específica.

Ah, lembrei de um outro hobby das minhas férias, pesquisar fisica moderna, eu sei, é vergonhoso
Aloha Einstein!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

E = mc²

   No sentido horário: Eu, João, Diogo e Mário no autocarro indo pra Lisboa.


Passei frio, fui a pessoa mais feliz do Mundo inteiro por 6 dias da minha vida, descobri coisas que nunca seria capaz de descobrir sozinha, ou mesmo acompanhada aqui no Brasil. Conheci dezenas de pessoas da minha idade com uma estrutura intelectual ou igual ou mais elevada que a minha, desenvolvi minha visão de Mundo; de universo, de espaço.

Sim, eu fui à Europa.
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Eu sou uma completa babaca, falando sério, uma oportunidade de conhecer a Europa caiu do céu em cima de mim e eu tava desanimada completamente, já sabemos disso. Mas surpreendentemente naquele dia 12 eu fiquei uma pilha de nervos, entrei naquele avião às 20:30 e a minha vida jamais voltará a ser a mesma, simplesmente porque o Brasil não existe em nada.

Conheci 3 cidades portuguesas: Lisboa, Santarém e Fátima. Aquela imagem distorcida que tinha de Portugal desapareceu no exato momento que pisei no Aeroporto da Capital; mulher de bigode, padeiros, pessoas bitoladas, país atrasado, NUNCA MAIS.
Não existe uma pessoa feia naquele país, nem uminha; claro que nem todos são deuses mas feio não tem de verdade;
Lisboa é lindo, cheia de prédios, arvores nas ruas, repeito no trânsito e NENHUM lixo na rua.

O comportamento é completamente superior ao nosso, as pessoas daqui do Brasil nem imaginam o significado das palavras educação e respeito.

Você acredita que numa conversa entre pessoas da minha idade eles evitam o maximo possível falar palavras vulgares? Durante um jantar um colega do Porto disse 'nádegas' e eu perguntei se por acaso eles usavam com frequencia [sem trema] essa palavra e ele disse que não, que ele apenas não queria falar 'bunda' perto das meninas [?]

> Esse é o verdadeiro significado da palavra educação. <

E o respeito pela particularidade alheia é impressionantemente silencioso e radical ao mesmo tempo, cada indivíduo se comporta, se afirma de maneiras completamente distintas e não há alguém pra julga-lo. Os cabelos, roupas, particularidades são todas autênticas, não existem críticas de comportamento, de raça, de cabelo, de NADA. Há respeito, só isso.
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O Frio é sensacional, tirando o incomodo de esconder sua roupa por dias e parecer sempre que você está com a mesma devido ao casaco fechado, é perfeito. usar luvas, botas, chapéus, sentir a fumacinha fria que sai da boca é o mais legal, não precisar colocar água, coca-cola, cerveja e vinho na geladeira são coisas inexplicáveis.
>> A única relamação que a Europa merece: PORRA, como que o pessoal da EZN deixa a coisa lá do chuveiro queimar e nos obriga a tomar banho quente, seus putos? ¬¬'
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Agora tenho a sensação de que tudo o que vivi até hoje foi somente esperando que esses dias chegassem, absolutamente tudo, a escola, a famílias, os amigos, as festas, o namoro, toda a minha vida agora passou a ser coadjuvante relacionada à emoção que foi estar a um atlântico de distância de casa, a liberdade que eu tive, as coisas que eu aprendi, as pessoas que me apaixonei, tudo. TUDO.

Muitas pessoas me ajudaram sem querer, e eu espero que tenha ajudado algumas também. Sei que é meio bobo, mas estava muito triste antes de ir, e graças a algumas pessoas que nunca tiveram a pretenção de me ajudar fizeram que as coisas melhorarem 'brutalmente', citarei alguns nomes: Fê, Lu, Igor [Aqui é curintia, véio!], Mário [esse é bróther], Diogo, João [Arctic-tic Monkeys], Cláudia, Jessica e Anabela [tchutchuquinha] (...)pessoas que nunca mais devo ver na vida, mas que nunca me esquecerei. Obrigada, meninos.


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Antes de começar a escrever tinha tanta coisa pra falar que acabei deixando tudo de lado e tô falando só besteira, hihihi, mas deixando meu patriotismo falar um pouquinho mais alto, sou obrigada a confessar que: O metro brasileiro é melhor, o aeroporto do Rio é incomparavelmente superior, o Planetário é sem comentários, e os portugueses naturalmente são muito grossos; mas esses são detalhes bobos.
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Outra coisa que deve ser dita: Só mesmo quando você não tem arroz e feijão que você dá valor ao arroz e feijão; e a proposito, o bandejão das escolas públicas são completamente do primeiro mundo mesmo, até pão, sopa, e sobremesa tem :o; eu sei que é dificil de acreditar mas é a mais pura verdade.
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Pra finalizar finalmente esse post, que já rendeu mais do que o necessário, deixarei um micro-pequeno dicionário de portugûes/brasileiro, enjoy it:

Brasil                            Portugal

Onibus                          Autocarro
Trem                            Comboio
Metrô                           Metro
Shopping                      Centro Comercial
Camisa                         Camisola
Legal                            Fixe [?]
Bonito                              Giro
 
... e a mais genial: foguete/ônibus espacial = Vaivém, porque vai e VEM!


beijo nas criança ;*

sábado, 10 de janeiro de 2009

Balaclava

                                                                       Foto Portugal Fashion - março 2008

Estou saindo do país.
Sonhei a vida toda com esse momento e for now, não me sinto tão excitada como deveria.

Nasci com uma vontade irremediável de expandir o meu quintal, pequena já queria conhecer centenas de lugares, se bem me lembro o primeiro lugar que quis conhecer foi Londres, e até hoje acho tudo lindo lá. O Chelsea, o John Terry, o Noel Gallagher :D, mas depois de sonhar um pouco com o parlamento um tio viajado me disse que lá faz muito frio e só os jardins são bonitos...
Óbvio que eu me decepcionei por um tempo, até que em 2003-2004 me convenci que The United States of America eram o lugar onde eu ia passar o resto da minha vida! Passei noites pensando nas praia da California e especulando sobre os estúdios Hollywoodianos, queria viver intensamente em Los Angeles e trabalhar nos bastidores das grandes produções cinematográficas... Até que em 2005 comecei a estudar sobre o Capitalismo na escola, e pra felicidade de todos, um jovem, forte e inesquecivel professor de geografia me mostrou como as coisas realmente são e hoje tenho repulsa àquele território - claro que antes de morrer conhecerei LA, NY, Vegas e Orlando, mas adiarei todas essas viagens até segundo aviso.

E foi em 2005 que descobri que a Europa era o meu lugar, disso ninguém ainda me fez desistir. Penso que minha vontade insaciável de conhecer o mundo na verdade, é uma vontade de conhecer o velho continente, nada mais.
Em 2006 veio a Copa do Mundo, e foi bem naquele mês de julho, na abertura inesquecível na qual a anfitriã ganhou de 4x2 da Costa Rica, que eu me apaixonei por futebol, e ao mesmo tempo pela Alemanha.
Que lugar sublime! Tecnologia, modernidade, loiros fortes de olhos claros, futebol e muita cerveja; fiquei meio fissurada por mais de um ano e meio, tomei aulas particulares de alemão na qual eu era a professora, não aprendi muita coisa além de Wie Heisst du? [qual seu nome?] mas ainda pretendo voltar aos estudos da lingua germânica assim que der.
Mesmo tedo enjoado um pouco da paixão pela Alemanha ainda gostaria de morar em Munique, sem muito motivo escolhi a cidade do sul do país pra ser minha protegida, apesar da mesma ter alguns atrativos incomparáveis, como o Allianz Arena.

E foi desde o começo da Copa do Mundo, quando comprei meu albúm de figurinhas dos jogadores que eu descobri de verdade o que eu queria. Conheci todos os países - além de todos os seus jogadores e números de camisas - e beeem no começo dessa paixão alemã eu descobri uma tal Republica Tcheca que me pareceu o país mais amável que existe, e ainda me parece; mas penso bastante que talvez não seja um bom país pra morar, posso estar errada, claro, mas sinto isso, sabe?

Mas no agora e no hoje eu sou uma carioca completamente desiludida que tirou o passaporte há 13 dias e vai passar uma semana, dentro de dois dias, na Metrópole, e melhor que isso, DE GRAÇA. As vezes mesmo sondo pobre a gente tem um pouco de sorte, e esse é o meu caso, me escolheram, de onde tiraram o meu nome eu sinceramente não sei - não me inscrevi em nada - e cá estou, de mala pronta, e passaporte tirado \o, seguro pago e visto não é preciso.
Foi aí então que a coisa estranha aconteceu, não to sentindo a coisa, a tal coisa desesperadora, a vontade de correr e abraçar todo mundo, será que eu to com bicho do pé? SÓ PODE SER ISSO.


Mas eu tenho certeza que vou me divertir pra caralho, e só mandarei post card se for menos de um euro o amarrado com 10, já aviso :P, verei neve, você já viu neve? Pois é, sorry, eu vou ver \o/ , e vou usar sobre-tudo até pra dormir, essa com certeza é a parte mais legal; tirando que deixei a balaclava, que na verdade era um saco-de-cara pra trás e não peguei pra levar, porque, veja bem, sejamos muuuito sinceros, tosqueira, vai... ¬¬'

Por fim, finalizei esse post e sei bem que ficou chato, mas fuck off e sejamos felizes, gajo.

Musica do Dia: Talk Tonight - Oasis
Série do dia: The 4400
 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Achatina fulica

                                                                                      situe-se melhor na cena do ataque.

Dia desses - que na verdade não foi dia desses, foi há uns 6, 7 ,8, 10 meses atrás, não sei bem - saia eu, se mal me lembro, desanimada rumo à escola quando surpreendentemente vejo um nojontíssimo caramujo sem-vergonha no bueiro na porta da singela vila onde resido. Quando me dei conta de que tinha um caramujo bem a frente dos meus pés numa manhã ensolarada a 10 metros da minha casa, eu quis surtar - não nego -  mas consegui me controlar e pensei em, quando chegasse em casa de noite, diria ao meus pais, pra comunicar a síndica ou pra que tomassemos uma atitude para nos livrarnos dos caramujos-horrorosos-africanos antes que todos os moradores e visitantes morressem de uma tal meningite ou peritonite [seja lá o que for].
Nesse bela fração de segundo em que eu, imóvel, pensei em tudo isso dito acima, brotou dos paralelepípedos um cara; esse cara me pareceu um morador daqui, mas jamais me lembraria do rosto do indivíduo. Ao surgir, esse cara fez com que eu não estivesse ali, procurou um jornal velho na lixeira obtendo sucesso e com o mesmo segurou o pequeno molusco e lanço-o  no terreno baldio localizado em frente às nossas casas. Um verdadeiro Gênio.

Agora, em dezembro, se me lembro bem, alguns dias antes do Natal, notei que todos os dias ao abrir minha janela do quarto, eu via alguns pontos escuros na parede amarelo-gema da Retífica de Cabeçotes [?] ao lado do já declarado terreno baldio. Claro que já tinha comentado sobre o acontecido em casa, e certamente ao ver aqueles pontos no amarelo - que ingenuamente diagnostiquei como cocô-de-cavalo-no-segundo-andar [sim, era animalmente impossivel que um boi cagasse naquela altura] - eu chamei meu pai para que outros olhos vissem o que eu há dias via. Depois de dias, semanas, meses de especulação solitária, quando eu resolvo finalmente dividir com outro alguém aquilo que me incomodava, eu ouço a seguinte frase:

-"Ih, acho que isso é caramujo."

COMO ASSIM CARAMUJO?

Pois é, ele tinha razão. Os pequenos nojentos moluscos têm habitado o mesmo CEP que eu.
O mais impressioannte dessa situação real até agora é que NINGUÉM tomou uma atitude, a síndica disse que ligou pro Disque-ratos [ratos?] e eles declararam que o terreno é particular, ou seja, não podem fazer nada. Ninguém nunca pode, nem eu.

A única coisa proveitosa disso tudo foi a descoberta de alguns costumes caramujeiros, por exemplo, você sabia que eles não gostam de passear em dia de sol? E que são hermafroditas e um caramujo adulto poe 400 ovinhos por ano? 
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Música da semana: You're gonna go far, kid - Offspring
Filme do dia: Calígula.